Relicário do Rock Gaúcho

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[PRESS] Metal do Gladiator estréia no vinil

VARIEDADES

TERÇA-FEIRA, 8 de dezembro de 1992. Metal do Gladiator estréia no vinil

A banda ‘trash’ lança o primeiro álbum e comemora os 5 anos de estrada com um show no Porto de Elis Marcos Pinho Gomes ¡horto Alegre não é Seattle e muito metal nos Belo Horizonte. mas tem uma banda heavy metal a cada esquina. Os garotos da Gladiator estão há cinco anos na estrada. Neste período lançaram duas demo-tapes e agora estão estreando em disco. ‘Dreadful Dreams’ chega pelo selo Whiplash Records com produção da própria banda e Edu Coelho. O lançamento é às 23h, no Porto de Elis (Protásio Alves, 1670). Antes e após o show serão exibidos no telão vídeos de metal.

A Gladiator milita no campo do trash metal, com influências de Slayer e Metallica, e está entre os grandes nomes do gênero por aqui ao lado de Panic e Leviaethan. Foi formada em agosto de 87 por Antônio, Robson, Gilson e Auber, guitarra, vocal, bateria e baixo. No mesmo ano faturam três prêmios no 19 Festival de Rock da Zona Sul. Em 89 sai a primeira demo, “Opression and Pain”, com bom respaldo de crítica, e tocam ao lado do Leviaethan. Em 91 é a vez da segunda fita, “Holy Words”, onde figura também urna versão para “Sunshine of Your sove”, do Cream.

Entre agosto e setembro entraram em estúdio e gravaram o primeiro álbum. São oito faixas (quatro delas inéditas). Em cinco anos de trajetória enfrentaram várias mudanças na equipe. O time atual é: Robson (vocal), Ivan e Cristiano (guitarras), Luciano (baixo) e Gilson (bateria). Ingressos a Cr$ 20 mil no local e Cr$ 15 mil (antecipados na Megaforce).

Gladiator: disco e aniversário
DREADFUL DREAMS, o debut da Gladiator no vinil, oferece uma boa amostra do potencial da banda após duas promissoras fitas demo. O som promovido pelo quinteto é trash metal furioso em que alguns dedilhados de violões preparam o clima para a pancadaria sonora. Não é a toa que o Metallica está entre as suas influências.

O instrumental é arrebatador. Os guitarristas Ivan e Antonio (que saiu após a gravação do disco e foi substituído por Cristiano) mostram perfeito entrosamento em solos velozes e certeiros, enquanto a cozinha baixo-bateria segura o pique e os vocais guturais dão o contraponto Metal rápido, pesado e eficiente, sem frescuras.

As letras vociferam contra sistema, racismo, religião, entre os temas de praxe no gênero. A qualidade de gravação é mediana (os vocais soam um tanto abafados em algumas faixas). Entre os destaques estão “Selective Eyc”, “Holy Words”, “Addicted to Killer e a versão pesada para “Sunshine of Your Love”, do Cream. O passo que faltava na consolidação do trabalho do grupo. Agora o negócio é batalhar por uma careira fora daqui e, quem sabe, no exterior. Competência e garra não lhes falta. A produção é da banda e Edu Coelho. Em LP da Whiplash Records.

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